Notícias · 17 de setembro de 2026
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Equipe da UFAL se destaca em Encontro Nacional de Sociolinguística em Sergipe
O grupo de fonética e fonologia (fonUFAL) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), sob a orientação do professor Dr. Miguel Alves de Oliveira Júnior, marcou presença no Encontro Nacional do GT de Sociolinguística (ENGTS 2026), realizado entre os dias 3 e 4 de setembro de 2026 na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão. O evento contou com apresentações de elevado rigor científico que integraram psicolinguística, inteligência artificial, sociolinguística variacionista e documentação de línguas indígenas.
Entre os trabalhos apresentados, as estudantes de graduação em Letras Português Helen Moraes de Moura e Mariana Costa Galdino foram premiadas como destaque na categoria de pôster geral. A pesquisa premiada, Segmentação de eventos em narrativas escritas e orais: validação de estímulos em português brasileiro, investigou como falantes nativos processam e reconhecem limites narrativos. Testando a acurácia perceptiva e a naturalidade de 180 narrativas em texto lido e áudios (voz humana e sintetizada via IA OmniVoice TTS) aplicados a 204 participantes via PCIbex, o estudo resultou na validação de um banco de 52 narrativas-base altamente calibradas para futuros testes de processamento em tempo real, como eye-tracking e eletroencefalografia (EEG).
Ainda na graduação, o estudante Vinícius Gomes Pinto apresentou no formato pôster o estudo Fala sintética vs fala natural no português brasileiro. A partir da análise acústico-prosódica de 120 bases pareadas dos corpora MuPe-v1 e CP-v1, a pesquisa comparou a fala humana a sistemas de síntese de fala (TTS), concluindo que, embora a inteligência artificial consiga reproduzir o contorno entoacional global, ela ainda gera padrões temporais e entoacionais mais homogêneos e menos variáveis do que a fala espontânea.
A pós-graduação da UFAL também esteve fortemente representada por duas doutorandas. Rebeca Rodrigues de Santana apresentou o trabalho Distribuição dos types envolvendo "tipo" em função da alternância de estilo, no qual analisou 850 ocorrências de "tipo" em uma comunidade de práticas universitária. Aliando a Sociolinguística Variacionista à abordagem construcional, a pesquisa demonstrou que o uso de "tipo" como marcador discursivo (85% do corpus) e conectivo (6%) é altamente sensível ao estilo, intensificando-se em situações de interação espontânea e tópicos de maior envolvimento. Por sua vez, a doutoranda Mariana Silva Sousa expôs a pesquisa Análise acústico-experimental da duração de vogais em Yaathe, focada na língua do povo indígena Fulni-ô (única língua indígena viva no Nordeste brasileiro). Utilizando o software Praat, a investigação comprovou experimentalmente que a duração vocálica atua como um correlato acústico consistente da proeminência acentual em Yaathe, trazendo dados inéditos para a documentação e preservação da língua.
Links importantes:
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